Festa em família termina com cinco queimados por rojões: ‘Ignorância’

Mauro Cattonaro

Casal, filhas e neta foram levadas para UPA de Peruíbe na madrugada.
Três pessoas continuam internadas em hospitais da região com ferimentos.

Mulher sofreu queimaduras no braço (Foto: G1)

Cinco pessoas de uma mesma família ficaram gravemente feridas após serem atingidas por rojões de fogos de artifícios em uma praia de Peruíbe, no litoral de São Paulo, durante a virada do ano. Duas pessoas já receberam alta médica, entre elas um bebê de oito meses. Pai, mãe e filha continuam internados em hospitais da região. Os explosivos eram particulares e não pertenciam à Prefeitura.

Mulher ficou sem a primeira cama da pele  (Foto: G1)Mulher ficou sem a primeira cama da pele
(Foto: G1)

O acidente aconteceu na madrugada de domingo (1), quando os turistas, que são de Cotia e têm casa de veraneio em Peruíbe, acompanhavam a virada do ano próximo a um quiosque na praia do Arpoador.

Os turistas que ainda estão internados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe disseram que não sabem exatamente de onde os fogos partiram, mas viram algumas pessoas com fogos de artifícios por perto pouco antes do acidente.

Segundo a filha do casal, que também está internada, a família costuma acompanhar o Réveillon na mesma região, longe da badalação do Centro da cidade. “Eram fogos particulares, mas não sei de quem, porque eu estava de costas. Eu só vi quando apareceu uma luminosidade entre nós e a labareda subiu, então eu corri sem saber dos meus familiares”, explica a jovem que, assim como os pais, prefere não se identificar.

“Me disseram na UPA que pela gravidade da lesão não parece que foi apenas fogos de rojão, mas algum tipo de combustível também, mas eles também não têm como precisar. Foi um começo de ano terrível. Você vai para praia com a sensação de novidade, desejando coisas boas e começa assim. Só imagino como vai ser o resto do ano. Estamos assim (feridos) por ignorância de alguém”, acrescenta.

A mãe da jovem, que também está hospitalizada, afirmou que todos estão traumatizados e alerta para a imprudência de soltar fogos sem o mínimo de segurança. Ela lembra que ainda tentou se proteger colocando a mão no rosto, mesmo assim ela e os parentes tiveram queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau.

Uma das vítimas ficou com a perna toda machucada (Foto: G1)Uma das vítimas ficou com a perna toda
machucada (Foto: G1)

“Quando explodiu, no momento em que caiu no chão e começou a sair fogo, eu coloquei a mão no rosto, mas já estava queimando. Tinha algumas pessoas sentadas em algumas cadeiras e eu passei por cima deles, caí e fiquei desacordada, mas um senhor conseguiu me levantar e fui procurar minha família. Acho que isso é um crime e não pode acontecer. As pessoas tinham que ter essa consciência de não fazer isso, porque existem vidas”, pondera.

Por meio de nota, a prefeitura de Peruíbe informou que o bebê de oito meses a uma mulher de 37 anos foram liberadas rapidamente após darem entrada na UPA ainda na madrugada de domingo.

Outras três pessoas permanecem internadas, aguardando a transferência para Santa Casa de Santos ou Hospital Guilherme Álvaro, devido à complexidade das queimaduras que sofreram. Apesar dos ferimentos, o estado de saúde dos pacientes é estável.

Categoria : Blog

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